Ide, pois, fazei discípulos meus todos os povos... Mt 28,19

Queridos catequistas, estas são as ordens de Jesus aos 11 discípulos através das palavras do anjo às mulheres que foram ao sepulcro: “Ide logo e dizei aos seus discípulos que Jesus ressuscitou dos mortos e que vai à frente de vós para a Galiléia...” (Mt 28,7). Isto deixava claro que a missão dos apóstolos continuaria.

Tal pedido de Jesus ressoa em nosso coração até hoje, quando somos privilegiados em termos um discípulo e apóstolo dele em tempo real nos lembrando  continuamente da missão: “Ide, pois, fazei discípulos meus todos os povos... ”. Falo do Papa Francisco, que em todos os momentos de sua fala ao povo lembra que: “Evangelizar não é fazer proselitismo (defender e convencer o outro de que a sua crença é melhor), assim torna-se uma missão muito fácil. Vivenciar o que ele diz, é uma dura missão para todos nós”.

Cientes disso, por certo podemos ficar tranquilos com referência a forma certa de evangelizar, pois segundo ainda o Papa Francisco, evangelizar nos dias de hoje pode não ser fácil, sendo que o cristão tem que levar o Evangelho a toda criatura, contudo ele deve seguir um caminho: escutar a todos e saber que isso não depende somente dele, devemos fazer todo o possível, mas o anúncio de Jesus Cristo, o anúncio da verdade, depende da força do Espírito Santo; é Ele que nos traz os dons, a vocação e a missão; estas são palavras do próprio Jesus: “Quando vier, porém, aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará a toda a verdade...” (Jo 16,13).

Portanto, amigos catequistas, devemos ter segurança no que dizemos e anunciamos, e para isso precisamos de um conhecimento profundo da Palavra de Deus, deixar o Espírito Santo agir em nossos corações, dar testemunho do que anunciamos e confiar, a partir daí não teremos necessidade alguma de justificar-nos ou de buscar razões para que as pessoas acreditem no poder de Jesus.

Segundo o nosso Papa Francisco, “quando a Igreja perde esta coragem apostólica se torna uma Igreja parada, uma Igreja organizada, burocrática, bonita, muito bonita, mas sem fecundidade, porque perdeu a coragem de ir às periferias, onde tantas pessoas são vítimas da mundanidade, da idolatria, de pensamentos débeis...”.

Movidos por estas ideias, como catequistas, evangelizadores e vocacionados para a missão, peçamos ao Espírito Santo coragem apostólica, fervor missionário, vontade de buscar a verdade, humildade e perseverança para que ao evangelizar nos sintamos seguros e sem medo, como nos lembrou o Papa Paulo VI na sua exortação apostólica  Evangelli Nuntiandi: “o mandato dado aos Apóstolos foi para irem por todo o mundo e anunciar a boa–nova”.

Na prática é importante estar confiantes de que fomos escolhidos por Jesus Cristo a sermos seus apóstolos e poder, assim, repetir com alegria as palavras de São Paulo na sua identidade vocacional e missionária aos cristãos de Roma: “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado a ser apóstolo, escolhido para o evangelho de Deus” (Rm 1,1).

Atualmente se observa que pregar o evangelho a todas as pessoas é uma tarefa difícil como foi para o apóstolo Paulo, para o Papa Francisco e para nós catequistas, mas isso não deve ser motivo de orgulho, de mostrar conhecimento bíblico ou de glória, mas um dever e um testemunho do nosso batismo. Jesus espera que possamos anunciar o evangelho com  a confiança que teve São Paulo ao se dirigir aos cristãos de Corinto: “Ai de mim se não anunciar o Evangelho” (1Cor 9,15).

Finalmente, depois de observar e aprender com tantos servos e servas do Senhor, que nós catequistas possamos também dizer: Ai de mim se eu não falar a todas as pessoas desse meu Jesus que traz a paz, a liberdade e a vida eterna.