A longa espera abençoada

Olá amigos catequistas! cada vez que um ano chega ao seu final, se dá o início de ano no calendário litúrgico. Para todos os cristãos católicos é um tempo de reflexão e esperança, nos tornando fortes em relação ao passado, presente e futuro, quando é chegado o momento certo em que Deus se humaniza, para divinizar o ser humano.

O tempo do Advento nos lembra o Salvador e libertador aguardado desde o Antigo Testamento quando o povo, a cada aflição e situação de conflito humanamente sem solução, lembrava da promessa que Deus Pai lhes tinha feito: enviar o Messias, o ungido, para libertar e salvar seu povo do inimigo, o qual para nós os cristãos foi o próprio Jesus. Assim temos um grande número de profecias nas Escrituras lembrando a necessidade urgente da sua chegada ao mundo.

Importante destacar, de maneira especial, que foi pela boca dos profetas que o povo tomou conhecimento de como chegaria o tão esperado Messias.  Jeremias (33,14-16) afirma que haveria o tempo em que o Deus da aliança, fiel às suas promessas, enviaria ao seu Povo um “rebento” da família de Davi. A sua missão seria construir um mundo de justiça, de paz e de vida em abundância.

Já no primeiro livro da Bíblia, o autor de um dos poemas da Criação, no Gênesis 3,15a, texto composto na aflição e na dor do exílio babilônico (século VI a. C.), afirma que o Messias nasceria da “semente de uma mulher”, o que foi confirmado por Lucas (1,34s).

Por outro lado, declara o profeta Isaías (7,14b) que o Messias será o Emanuel, o "Deus conosco”, confirmado por Mateus 1,21-23; enquanto que o profeta Miquéias (5,2a) anuncia: Ele nascerá em Belém, o que foi comprovado pelo evangelista Mateus (2,1-2).

Convém lembrar que dispomos de dezenas de profecias sobre a primeira vinda do Messias e algumas sobre a sua segunda vinda, temas centrais dos quatro domingos do Advento.

Cabe ressaltar que no 1º domingo do Advento deste ano, estaremos iniciando um novo ano litúrgico (ano A), com a leitura e reflexão do evangelista Mateus, o qual possui algumas características: judeu de nascimento, nascido na Galiléia com o nome de Levi, filho de Alfeu, casado e morador em Cafarnaum. Tinha a profissão de cobrador de impostos e funcionário dos romanos. Mais tarde se tornou discípulo e apóstolo de Jesus.

Nesta preparação, a liturgia conta com a presença do profeta Isaias (2,1-5, 700 anos a. C.), o qual em uma de suas visões lembra que Sião (era como se chamava na antiguidade a Jerusalém) um dia será o lugar do Reino Messiânico. Todos virão em peregrinação até ela, porque ali se encontrará o enviado de Deus que trará a paz entre as Nações.

Enquanto isso o apóstolo e evangelista Mateus (24,37-44), adverte para que todos vigiem, estejam preparados e atentos aos sinais. Ele nos conta algo sobre a Parusia (do grego, presença ou vinda), que aqui lembra a segunda vinda de Jesus, a qual não se sabe o dia nem a hora, mas São Pedro tranquiliza a todos os fiéis em sua segunda carta (3,10-13) dizendo que o “Dia de Deus” não será de aniquilação, mas de justiça e transformação.

Portanto, meus irmãos catequistas, estejamos alertas, atentos e vigilantes aos sinais tão visíveis trazidos com o Tempo do Advento, mesmo porque o nosso tempo apresenta todas as características de um mundo muito longe de Deus, preocupado com o aqui e agora.

Assim sendo, para que possamos usufruir das bênçãos, graças, paz e esperança que as reflexões nos trazem nos quatro últimos domingos e, ao mesmo tempo, transmiti-las aos catequizandos, permaneçamos em oração e firmes na fé, vigiando os nossos passos na caminhada que nos conduz à manjedoura do Rei.

Boa espera!