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conversão que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida”.

“Com a presente mensagem desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixando-me inspirar pela seguinte afirmação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: "Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos” (24, 12).

Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, pronunciado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, precisamente onde terá início a paixão do Senhor. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos que creem Nele: à vista de fenômenos espantosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho.

Temos que ficar atentos aos falsos profetas. E quem são eles?

Segundo o nosso pastor, serão os enganadores da boa fé do povo. Isso inclui a ilusão de uma vida cheia de facilidades, riqueza, prazer momentâneo, até mesmo remédios milagrosos que curam todos os sofrimentos, oferecem ilusão de felicidade perene, mas que é passageira, trazendo amargas consequências. Esse tipo de pessoas, segundo o nosso Papa,  “tiram aquilo que é mais precioso como a dignidade, a liberdade e a capacidade de amar. É o engano da vaidade, que nos leva a fazer a figura de pavões para, depois, nos precipitar no ridículo; e, do ridículo, não se volta atrás. Não nos admiremos! Desde sempre o demônio, que é «mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44), apresenta o mal como bem e o falso como verdadeiro, para confundir o coração do ser humano. Por isso, cada um de nós é chamado a discernir, no seu coração, e verificar se está ameaçado pelas mentiras desses falsos profetas. É preciso aprender a não se deter no nível imediato, superficial, mas reconhecer o que deixa dentro de nós um rastro bom e mais duradouro, porque vem de Deus e visa verdadeiramente o nosso bem”.

Ainda segundo o Papa Francisco, um dos piores males da humanidade hoje é “a recusa de Deus e, consequentemente, de encontrar consolação n’Ele, preferindo a nossa desolação ao conforto da sua Palavra e dos Sacramentos. Tudo isto se permuta em violência que se abate sobre quantos são considerados uma ameaça para as nossas «certezas»: o bebê nascituro (antes de nascer), o idoso doente, o hóspede de passagem, o estrangeiro, mas também o próximo que não corresponde às nossas expectativas”.

Portanto irmãos e irmãs, nesta quaresma não deixemos o amor esfriar entre nós. Recordemos a Exortação apostólica Evangelii gaudium de nosso querido Papa: “procurei descrever os sinais mais evidentes desta falta de amor. São eles a acédia (preguiça, desânimo) egoísta, o pessimismo estéril, a tentação de se isolar empenhando-se em contínuas guerras fratricidas, a mentalidade mundana que induz a ocupar-se apenas do que dá nas vistas, reduzindo assim o ardor missionário”.

O que fazer?

Dedicar-nos mais a oração, principalmente neste  tempo de Quaresma, na espera da Páscoa do Senhor. “É o remédio doce da oração, da esmola e do jejum” que vai nos fortalecer.

É importante também nos apressarmos em ajudar aquele que precisa, ser solidários com os sofrimentos do outro. O jejum do alimento (para quem pode) é importante, mas para todos vale o jejum de evitar a fofoca, o egoísmo, a insensibilidade e estar atento às necessidades do próximo, o voltar-se mais para o amor, para a oração. “Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões para podermos recomeçar a amar. Revivamos a experiência dos discípulos de Emaús: ouvir a palavra do Senhor e alimentar-nos do Pão Eucarístico, permitindo que o nosso coração volte a inflamar-se de fé, esperança e amor. Abençoo-vos de coração e rezo por vós. Não vos esqueçais de rezar por mim”.

Amém.