NATAL DESDE OS PROFETAS

 

Natal, festa linda, alegre, e cheia de esperança. Para nós os cristãos, significa o nascimento de Jesus o qual também está ligado as profecias do Antigo Testamento. Sabemos que trinta por cento da Bíblia se constitui de profecias referentes ao Messias de Israel, Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Na segunda carta de São Pedro 1,19-21 o apóstolo nos diz que: devemos dar crédito à palavra dos profetas, pois elas são como uma lâmpada que resplandece nas trevas até que a estrela Dalva desponte em nossos corações. Nenhum profeta nas Escrituras faz uma interpretação pessoal, porque jamais uma profecia e dita por vontade humana, mas pelo impulso do Espírito Santo de Deus. É um oráculo de Javé, ou uma resposta de Deus.

 A profecias nos revelam antecipadamente verdades que jamais poderíamos conhecer de outro modo. Nelas Deus declara a grande verdade de que Ele é Deus. Eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim. Eu  anunciei de antemão o porvir e desde os tempos remotos o que ainda não tinha acontecido (Is, 9b-10).

Não nos surpreende quando o Novo Testamento nos lembra que a "lei e os profetas" do Antigo Testamento são a base para o nosso entendimento de Cristo, desde o seu anúncio até sua morte. O próprio Jesus alertou que se nós não entendermos adequadamente o que os profetas disseram não poderemos entendê-lo. “Se vocês não ouvem a Moisés e os profetas, tampouco se deixarão persuadir se um morto ressucitar “(Lc 16,31).

Os profetas de Israel falaram de uma futura Redenção que estaria nas mãos do Messias. O povo de Israel ouvia sempre o grito de vitória; O Messias vem! Ele chegará! A Salvação virá sobre Israel! Esta foi à voz de muitos profetas. Como o nosso Messias é Jesus, certamente estavam falando dele.

Sabemos que Jesus ao vir ao mundo e ao cumprir sua missão, tornou-se Redentor de todos os que Nele crêem. Sua morte na cruz foi o preço pago. A Redenção da "alma" humana está única e exclusivamente em Cristo. Não há redenção fora de Jesus.

Para o profeta Isaias quando o Messias chegasse  ao mundo todos veriam o “sinal” pois ele nasceria de uma virgem (7,14). Miquéias diz que Belém mesmo sendo a menor aldeia entre os clãs de Judá, dela sairá àquele que deve governar o povo de Israel (5,1). Dessa forma os profetas do seu jeito anteciparam ao povo o “natal” de Jesus, o local, a forma do nascimento etc.

A cada ano percebemos como é esperado e desejado o natal por todos, mesmo para  aqueles que não são cristãos. Mas algumas dúvidas pairam ainda no ar sobre o nascimento de Jesus. Ele nasceu mesmo no dia 25 de Dezembro? O que podemos conjeturar é que Na história da humanidade várias civilizações possuem traços que nos lembra o nosso Natal. Essa festa praticamente antecede o cristianismo em cerca de 2000 anos.

Tudo começou com um antigo festival na Mesopotâmia, que simbolizava a passagem de um ano para outro, chamado o Zagmuk. Este ritual estendeu-se depois aos persas e babilônicos com o nome de Sacae. Mais tarde, através da Grécia, o costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnália. A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até o 1º de janeiro, mas tinha seu ponto forte no dia 25, comemorando o solstício do inverno.

E o que era esse solstício? De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da Terra. Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, as escolas em Roma permaneciam fechadas e ninguém trabalhava, eram realizadas festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos e árvores verdes  ornamentadas com galhos de loureiros e iluminadas por muitas velas enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Os mesmos objetos eram usados para presentear uns aos outros.

Depois, esse dia tão importante para a vida do povo foi historicizada, ou seja, incorporada ao sentido religioso, todos rezavam pedindo aos seus deuses que o sol voltasse. Agora era também conhecida como o dia “do sol invencível”, por isso todos pediam “a luz”.  O rei Constantino convertido ao cristianismo, sentindo um amor incalculável por Jesus cristo, bem diferente do que sentira antes pelos deuses, ordenou que a partir dali a luz era Jesus,  portanto nenhum  Deus a não ser ele seria celebrado no dia 25.

            Afinal quando então Jesus nasceu? Não sabemos com precisão nem o dia e nem o ano. Se você olhar na cronologia de sua Bíblia irá descobrir inclusive que segundo alguns estudiosos, Jesus não nasceu no ano zero, mas entre os anos 4 a 5 a.C. O que sabemos com certeza  é que Ele nasceu, não importa o dia e o lugar, mas a importância do acontecimento. Os cristãos quando colocaram o nascimento de Jesus nesse dia, tinham certeza de que Ele é a luz do mundo e só o seu nascimento traria a luz definitiva para a humanidade. Assim surgiu o Natal e suas festas natalinas como as conhecemos hoje, para consolidar a fé cristã, trazer a solidariedade entre o seres humanos e a Paz.

A troca de presentes surgiu (afirmam alguns historiadores), desde a celebração do primeiro Natal o qual se deu no ano 336 d.C., para simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino Jesus, assim como outros rituais também foram adaptados;

O que constatamos até hoje, é que o mundo cristão comemora o nascimento do Salvador, independente da precisão do dia e mês, o que realmente conta é que Jesus o nosso Salvador e Redentor, que nasceu para trazer a liberdade aos cativos e oprimidos. Ele veio para salvar e dar vida nova à humanidade., nos mostrar como entender e ajudar na construção do seu Reino. Para nós cristãos, o verdadeiro sentido do Natal está na vitória do Deus Emanuel (o que veio morar conosco) que se fez presente, que se fez humano e habitou entre nós (Jo 1,14ª). Ele mesmo é o nosso verdadeiro e melhor presente.