Um sorriso que cativa

Por ocasião da eleição do nosso Papa Francisco, ficamos todos surpresos e felizes com a sua escolha. Para nós catequistas foi uma alegria e uma graça ainda maior, pois esperávamos que dele viriam expressivas diretrizes que iriam acrescentar ao nosso trabalho de evangelização missionária conteúdos e vivência real dos ensinamentos de Jesus Cristo.

O momento foi de grande emoção e felicidade. Tudo nele nos encanta e emociona. O jeito de se comunicar, a humildade e o desprendimento das coisas supérfluas, a quebra constante dos protocolos fazendo com que esteja sempre próximo do povo, um sorriso franco e aberto com sabor de pai forte e acolhedor, e o jeito todo especial de pedir: “rezem por mim”.

Mesmo os que não professam a fé católica se sentem contentes com suas atitudes como autoridade em relação à preservação do planeta. Numa certa vez disse: “Guardem a criação de Deus, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor. Não tenham medo de serem ternos e amorosos”. Este homem de Deus desde o início encantou a todos com seu jeito simples de se comunicar, de querer estar próximo das pessoas, cumprimentá-las, sorrir para elas, repetindo por várias vezes a necessidade de que todos tem o direito de serem amados e protegidos, principalmente os idosos, as crianças, os pobres e os humildes.

Analisando a reação da maioria das pessoas, percebemos que já fazia algum tempo que o povo não se identificava tanto com alguém de grande poder e autoridade na Igreja e que se mostrasse tão parecido com cada um de nós. Esta forma de agir cativou também aos catequistas que buscam na sua caminhada de fé e missão catequética, a necessidade de ter um líder que lhes transmitam confiança nas suas palavras e ações, fundamentadas na caminhada de Jesus Cristo; e isso o Papa Francisco nos trouxe. A cada palavra que ouvimos de sua boca nos passou a idéia de como seriam seus projetos de caminhada seguidora do maior pregador da Galiléia, Jesus Cristo e do apóstolo pescador São Pedro.

Quando foi eleito disse ao povo: “Agora iniciamos este caminho, Bispo e povo… Este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós”. Como ele bem o disse, presidir na caridade é o mesmo que no amor ágape, um amor fraterno, amigo, solidário, junto de Deus.

Algumas características marcaram por demais a identificação do Papa Francisco com os catequistas. Em uma de suas homilias ele ressaltou que uma das tarefas da Igreja é evangelizar. Desta forma, todos nós temos certeza de que a Igreja recebeu um presente de Deus com a eleição deste servo de Deus e sucessor de São Pedro. Em nossas orações (como ele pediu) peçamos ao Pai que o nosso Pontífice possa conduzir a Igreja pelos caminhos do Evangelho e no testemunho da salvação de Deus. Que o seu pontificado seja especialmente fundamentado no poder do Espírito Santo, e isso já se fez real pelo nome escolhido: “Francisco” o qual nos transmitiu um pouco da sua personalidade como chefe da Igreja. Francisco de Assis, foi um homem da paz, viveu o Evangelho em profundidade, amigo dos pobres, da natureza e dos animais. Humilde, forte e grande catequista. O outro Francisco, o Xavier, foi um santo, jesuíta como ele. Um homem de muita coragem e fé, de ação missionária e voltada à evangelização. Catequista e missionário foi companheiro de Santo Inácio de Loyola. Lutou toda a sua vida para que a mensagem do evangelho de Jesus Cristo chegasse ao Oriente e fosse conhecida por todos.

Finalizando a nossa reflexão sobre o Papa Francisco em relação à catequese e evangelização no mundo, percebemos que suas propostas e projetos em relação ao futuro da Igreja passam por caminhos difíceis, mas promissores, e nós como catequistas estaremos atentos a estes novos rumos.

Vejamos o que disse Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB a respeito do Papa Francisco e a evangelização: “A eleição de Francisco revigora a Igreja na sua missão de fazer discípulos entre todas as nações, conforme o mandato de Jesus (cf. Mt 28,16). Ao dizer “Sim” a este sublime e exigente serviço, Sua Santidade se coloca como Pedro diante de Cristo, confirmando-Lhe seu amor incondicional para, em resposta, ouvir: “Cuida das minhas ovelhas” (cf. Jo 21,17).

Portanto, catequistas que somos e inspirados no talento, humildade, amor ao próximo e responsabilidade de pastor do nosso Papa Francisco, nos juntemos ao Cardeal Dom Odilo P. Scherer, Arcebispo de São Paulo, que disse: “O Papa Francisco já entrou no coração do povo. Deus o ilumine e fortaleça! Deus abençoe toda a Igreja e a humanidade inteira através do seu ministério petrino, como servidor das ovelhas do Supremo Pastor! E São José, que festejamos no dia da inauguração solene de seu Pontificado, interceda paternalmente por ele. Amém”.